O sol não está brilhando como antes, a lua está ofuscando aquele antigo brilho, nesse eclipse nenhum dos lados se vê a luz. Viveremos seguindo nessa estrada sem um caminho iluminado.
A vida segue quase sem sentido, eu pensei estar no caminho certo mas as dúvidas continuam.
Quando a fica cai, as coisas se vão tentando se encaixar e vai cada uma procurar o seu lugar ao sol, mas sem a luz solar como elas acharam o caminho?
Tudo que se sabe é que algo diferente aconteceu, e a vida chegou a dizer onde se escondera a luz, como num passe de mágica tudo foi compreendido mas logo esquecido e todos ficaram confusos novamente. O que tento encobrir em meus olhos é o brilho perdido, aquele que foi devolvido mas que se perdeu de novo em meio a escuridão, angústias do passado que vieram a tona sem explicação, por onde andaras solidão?
Se andas por aqui não sei mas se vivas te encontro já me envolvo em ti, parece-me que juntas somos mais do que sonhávamos ser, agora separadas estamos e meu estado de espírito lastimante voltou a tomar seu lugar de origem, me parece que daqui já não sai.
Por onde andas dor? Te vi pela manhã, veio bater a minha porta, não permiti sua entrada mas a sua presença já me contaminou com toda a essência do seu ser deplorante. Te vi sorrir, mas seu sorriso escondia por traz a amargura e o medo.
Se a tristeza tem inveja do sorriso ela se engana, muitos sorrisos de ti dor são escondidos em simples sorrisos amarelos.
Aqueles que á conhecem não iram dizer teu paradeiro, pois tu es aquilo que tememos, tu es aquilo que não procuramos sentir, tu es algumas das vezes o refúgio do desconhecido.
Seguir em frente procurando o caminho, aqui vou criando meu ninho, um ninho de paz que procuro conseguir, perante a luz do dia a surgir. E mesmo que a tempestade me procure um dia, sei que logo acabará está terrível agonia.
Nattah
